Governo da Bahia realiza maior Ouro Negro da história
Investimento coloca a cultura afro-baiana como protagonista no Carnaval
Por: Redação
18/02/2026 • 19h23
O Governo da Bahia realizou, em 2026, a maior edição do Programa Ouro Negro desde sua criação, reforçando a presença das expressões culturais afro-baianas no Carnaval. Ao completar 18 anos de criação, a iniciativa atinge a maturidade e coloca a cultura afro-baiana como protagonista no Carnaval baiano, com investimento recorde e presença ampliada nos diversos circuitos da festa.
Programa realizado por meio das secretarias de Cultura (SecultBA) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o Ouro Negro destinou este ano R$17 milhões para apoiar 134 entidades de matriz africana, sendo 95 delas no Carnaval de Salvador. Durante os seis dias de folia, o incentivo garantiu a presença de blocos afro, afoxés e outras manifestações ligadas à cultura negra, como grupos de samba, reggae e blocos de índio.
Para o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, o fortalecimento do programa reafirma o lugar central das expressões afro-baianas na festa. “Fazer o maior Ouro Negro da história é colocar a nossa cultura raiz e a nossa identidade cultural como protagonista da maior festa popular de rua do planeta, que é o Carnaval da Bahia. O programa chega aos 18 anos como uma política pública consolidada e essencial, para que os blocos afros, de afoxé, de samba, de reggae e de índio tragam para seus desfiles a resistência ancestral e a riqueza histórica da nossa cultura afro-brasileira”, afirma.
Em 2026, o programa também contemplou festas populares e no interior do estado, incluindo eventos como a lavagem do Bonfim, as festas de Santo Amaro e Itapuã, além da Micareta de Feira de Santana.
DEMOCRATIZAÇÃO - Outro eixo do programa é a ampliação e democratização do acesso das expressões culturais afro-baianas pelos diversos locais do Carnaval baiano. As ações estiveram presentes nos três principais circuitos de Salvador (Dodô, na Barra/Ondina; Osmar, no Campo Grande/Praça Castro Alves; e Batatinha, no Centro Histórico) e também nos circuitos de bairros como Garcia (Riachão), Nordeste de Amaralina (Mestre Bimba), Itapuã (das Águas) e Liberdade (Mãe Hilda Jitolu).
De acordo com o secretário Bruno Monteiro, a proposta é garantir a presença da ancestralidade e das entidades de matriz africana nestes espaços. “A orientação do Governo é investir cada vez mais na democratização da festa. Isso significa termos atrações sem cordas, mas também apoiar o crescimento do Ouro Negro, chegando nos bairros de Salvador. Assim, as atuais gerações terão essa formação cultural e esse contato com sua história e ancestralidade por meio da arte”, complementa.
Inserido na programação oficial do Governo do Estado, que tem o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”, o Programa Ouro Negro integrou um conjunto de ações que movimentaram cerca de R$7,5 bilhões na economia e geraram mais de 200 mil postos de trabalho diretos e indiretos na Bahia. Em Salvador, a estimativa é de mais de R$2,5 bilhões em circulação.

