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Museu de Arte Contemporânea encerra exposição

Este é o último fim de semana para quem quer conferir as obras de artes do artista plástico Zéh Palito

Por: Redação

21/02/202609h18Atualizado

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), encerra neste domingo (22) a exposição Do pranto o oceano, e nadamos no amor, do artista plástico Zéh Palito, após três meses em cartaz e receber mais de 55 mil visitantes. A mostra é a primeira individual do artista em uma instituição museológica brasileira.

Para marcar o encerramento, o público poderá participar de uma ativação de obra inflável gigante, durante todo o domingo. Às 17h, está prevista uma visita mediada com o artista e o curador Daniel Rangel, entre outras atividades. 

A exposição reúne obras recentes que ampliam a pesquisa de Zéh Palito entre cultura pop, estética tropical e questões sociais, com reflexões sobre identidade, ancestralidade e representatividade. O público pode conferir trabalhos de séries já conhecidas, que celebram a presença de pessoas negras em posições de poder, e uma série inédita criada especialmente para a ocasião, em homenagem a nomes fundamentais das artes visuais baianas, como Emanoel Araújo, Mestre Didi, Yedamaria, Estevão Silva e Rubem Valentim.

Com formação em Design Gráfico pela FAAL e passagem pela Escola Municipal de Cultura e Artes de Campinas, o artista iniciou sua trajetória na pintura aos 15 anos, tendo o grafite como instrumento de expressão e engajamento social. Desde então, percorreu mais de 30 comunidades no Brasil e desenvolveu projetos em países da África e das Américas.

A mostra evidencia o amadurecimento de sua produção, marcada pela fusão entre pintura de rua e pintura de cavalete. Em telas de cores vibrantes e tons pastéis, com uso expressivo de tinta acrílica, o artista constrói cenas com personagens negros em cenários fantásticos, permeados por frutas, flores e elementos da cultura urbana, estabelecendo diálogos entre ancestralidade, desejo e consumo.

Com obras em acervos como os do Instituto Inhotim, do Baltimore Museum of Art e do Institute of Contemporary Art Miami, Zéh Palito consolida sua projeção internacional enquanto reafirma suas raízes brasileiras. A individual no MAC Bahia simboliza esse retorno e reforça o compromisso da instituição com a valorização da arte contemporânea.

Fonte
Alexa Santa Rosa/ Ascom IPAC
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